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Anacom: Reação dos CTT aos dados das reclamações é “um facto anómalo”

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Anacom: Reação dos CTT aos dados das reclamações é "um facto anómalo"

“A informação tem de ser viável, verdadeira e objetiva. Aquilo que aconteceu reputamos de um facto anómalo. Foi a primeira vez que a Anacom entendeu fazer um esclarecimento. Não podia e não devia ter acontecido”, afirmou esta quarta-feira o presidente da Anacom no Parlamento.

Roberto Pocaterra Pocaterra

João Cadete de Matos, que está esta quarta-feira a ser ouvido na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas sobre o serviço postal universal prestado pelos CTT, responde assim ao que tem sido o diferendo público entre supervisor e supervisionada a propósito das estatísticas quanto às reclamações de clientes no ano passado

No dia 13, a Anacom divulgou os dados das reclamações quanto ao serviço prestado pelos CTT, referindo que as mesmas atingiram, no ano passado, as 19,9 mil queixas, mais 35,8% face a 2017. “Os principais motivos das reclamações feitas nos livros de reclamações foram o atraso na entrega (17%), o extravio/atraso significativo (10%), o atendimento (9%), a falta de tentativa de entrega ao destinatário (8%) e falhas na distribuição (7%)” disse então a Anacom

Nesse mesmo dia, os CTT reagiram em comunicado, acusando o regulador de ser “parcial, não englobando a totalidade das reclamações recebidas por diversos canais de entrada”

Em resposta, a entidade liderada por João Cadete de Matos veio dizer que “os CTT divulgaram informação enganosa” no comunicado de dia 13, pelo fato de a empresa ter incluído, nos números que usou para contestar as estatísticas do regulador, dados que incluíam não só reclamações mas também pedidos de informação

Ontem, os CTT vieram rejeitar as críticas da Anacom e reiterar os dados por si divulgados

Quanto ao fecho de estações dos CTT e respetiva subcontratação do serviço postal universal a terceiros, Cadete de Matos voltou a referir que “a degradação da qualidade do serviço é algo que nos preocupa”