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Dono da quinta onde morreu Julen indiciado por homicídio negligente – Mundo – Correio da Manhã

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Dono da quinta onde morreu Julen indiciado por homicídio negligente - Mundo - Correio da Manhã

A juiza que está encarregue do caso da morte de Julen considera haver indícios de que o caso se trate de um homicídio por negligência por parte do proprietário da quinta onde Julen caiu num poço em Totalán, Espanha. O homem vai ser chamado a depor em tribunal, a fim de “serem apuradas as responsabilidades criminais das pessoas envolvidas” na morte do menino, avança o jornal La Voz de Galicia . O Ministério Público envolveu 12 pessoas no processo de investigação, entre as quais, a companheira do proprietário da empresa que é prima do pai de Julen. A morte do pequeno Julen de dois anos aconteceu no dia 13 de janeiro.  Pai de Julen diz que continua “a ver o poço” sempre que fecha os olhos “Maldigo-me a mim próprio, maldigo esse dia, maldigo a hora em que decidi ir ali”. É de “coração destroçado” que José Roselló, o pai do menino Julen presta as primeiras declarações públicas desde que o corpo de Julen foi encontrado sem vida num poço de Málaga, a 70 metros de profundidade.  “Fecho os olhos e vejo sempre o mesmo, o poço”, diz em breve conversa telefónica com o Canal Sur, que aconteceu por sua iniciativa. E promete que nunca mais volta ao local onde fazia o último piquenique com o filho. Nem esquece o que almoçava nesse dia: “nunca mais como uma paella”. José está reviver com a perda de Julen , de dois anos e meio, o mesmo terror que passou com Óliver, o seu primeiro filho, que também morreu na infância, vítima de doença súbita. “Na altura vivíamos com a minha família, mas tivemos que os deixar porque tudo eram recordações dele. Agora é igual. Não conseguimos ir a casa. Ficamos dois ou três dias em casa de amigos e só vamos a casa para dormir”. “Deixei de ouvi-lo chorar e comecei a gritar, desesperada”, revela mãe de Julen A mãe de Julen contou à Guarda Civil o que aconteceu na trágica tarde em que o filho de dois anos caiu num poço em Málaga, segundo avança o canal de TV  La Sexta . Victoria conta que, por volta das 13h48 daquele domingo, 13 de janeiro, estava com a família à mesa, durante um piquenique ao ar livre. Como não se sentia bem para trabalhar afastou-se do local para ligar ao encarregado do McDonald’s, onde trabalhava, para avisar que não ia. Questionada sobre onde estava Julen nessa altura, Vicky afirma que estava ao cargo do pai. Foi segundos depois de fazer esta chamada que Victoria se apercebeu que todos corriam , aos gritos, para o poço. “Ao aproximar-me da boca do poço escutei o meu filho chorar e vi que o meu marido estava a retirar das bordas as pedras e areia para não caírem para dentro”, descreve Vicky. “Deixei de ouvi-lo chorar e comecei a gritar, desesperada”, continua. A prima do pai de Julen, que também estava no local, também foi ouvida pela polícia. “Estava com a minha filha a uns dois metros e meio de Julen, quando de repente Julen desapareceu. Corri para ver e vi aquele poço e ouvi o som da queda do menino. O pai de Julen estava próximo e também viu como caiu no poço”, conta a mulher.